CIÊNCIA

Vida de inseto

Um estande chama a atenção na Cientec devido à sua temática. “O Mundo dos Insetos” é uma exposição tradicional no evento. A expositora Erica Nascimento, aluna do curso de Ciências Biológicas da UFRN, disse que trabalha nesse projeto há três anos, mas não sabe quando foi a estreia do trabalho na Cientec. Esse ano, “O Mundo dos Insetos” pode ser visitado no estande 140A, do pavilhão 08. Contudo, ele está localizado fora do pavilhão, e pode ser encontrando próximo à praça de alimentação da Cientec.

“A principal proposta do estande é fazer com que as pessoas que vêm visitar a Cientec conheçam um pouco da grande diversidade que são os insetos, que é o maior grupo da fauna”, conta Erica. No local encontramos desde insetos comuns, do cotidiano, até os mais estranhos. Segundo ela, “todos eles igualmente interessantes”.

“O Mundo dos Insetos” problematiza também a importância dos insetos para a população e para o ambiente. Um dos pontos abordados no estande é a entomologia forense, isto é, o estudo dos insetos na área legal e criminalística. Erica também ressaltou a importância médica de alguns insetos, como os vetores de enfermidades como a doença de chagas e a dengue.

Você já procurou saber como é um inseto por dentro? Buscando responder curiosidades como essa, no estande 140A o visitante pode aproveitar a oportunidade de ver uma barata por dentro com um microscópio. “É verdade que a barata consegue viver certo tempo sem cabeça? É verdade!”, exemplificou Erica.

“Sempre vem muita gente curiosa”, relatou, contando que o estande é sempre lotado. O público mais comum são crianças que vêm com a turma da escola. “Elas interagem, perguntam, e têm muita curiosidade”. O estande ajuda a desmistificar muitas coisas que vêm do senso comum a respeito dos insetos.

Dois projetos interessantes apresentados no estande são a maquete “Encontre insetos” e a armadilha para capturar insetos feita de garrafa PET. Sobre a maquete, Erica explicou dizendo que “aqui a gente simulou um fragmento de mata, com alguns insetos espalhados, com algumas armadilhas que a gente utiliza, para poder fazer um monitoramento dos insetos no meio ambiente”. As pessoas são desafiadas a encontrar os insetos escondidos na “mata”. Os insetos são bioindicadores ambientais, ou seja, podem ser usados para averiguar a qualidade do ambiente no qual vivem.

A armadilha é feita com uma garrafa PET com quatro buracos na sua lateral. Em cada buraco se prende um cone feito com a parte superior de outra garrafa PET. “Vou copiar a ideia”, disse Julianny Barreto Ferraz, enfermeira da Comissão de Curativos do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL).