EDUCAÇÃO

Em contação de histórias, fantoches animam crianças

      Entreter o aluno usando poucos recursos didáticos, o que fazer? A aluna do curso de pedagogia Deise Rocha descobriu um método. Segundo ela, a iniciativa de usar fantoches de baixo orçamento surgiu quando ela fazia estágio no Cmei Vilma Dutra e percebeu que contar histórias às crianças dessa forma dava certo. 

      A estudante do oitavo período de pedagogia disse que a ideia foi bem aceita pelos alunos e professores. Os materiais utilizados são palitos de churrascos, PVC, cd’s, cartolinas pratos e colheres descartáveis. “A ideia é usar materiais de baixo custo, que muitas vezes são desperdiçados”, destaca. “Se avaliarmos o custo numa loja, um fantoche custa mais ou menos 50 reais”, afirma.

      Deise Rocha explica que os alunos podem criar as próprias histórias, dando nomes aos personagens e fazendo o próprio enredo. “Veja esse palhaço, nós já temos um nome para ele, é o palhaço Picolé. Mas na escola as crianças podem dá outros nomes”, destaca. A futura pedagoga argumenta que com essa didática, além de aguçar a imaginação infantil, ainda se pode ensinar conceitos sobre ética e democracia.

 Cmei na Cientec

      Os alunos da Escola Municipal Irmã Arcângela visitaram o estande “A prática de contar histórias com fantoches” e ficaram maravilhados com os fantoches do local. Kaionare Gomes Bezerra disse que as personagens preferidas dela foram o porquinho – que ela chamou de Bruno, o leão chamado Caio e a Galinha Dorotéia. A criança criou uma pequena história com as personagens. “Eles se conheceram no zoológico”, revela. Ronaldo Adriano, amigo de Kaionare, contou que a personagem favorita era o palhaço e o chamou de Woody – em homenagem ao personagem de Toy Story - ele foi ao zoológico fazer uma visita e se tornou amigo do porquinho, a galinha e o leão da amiga Kaionare.