EDUCAÇÃO

“MEU CORPO FALA, MAS SERÁ QUE EU ENTENDO?”

Projeto realiza sua quarta edição de jornada de discussões sobre temas relacionados ao dia a dia da sociedade.  



O Centro de Biociências da UFRN trará em pauta durante os dias 16 e 17 de novembro assuntos referentes a questões sociais e biológicas com os alunos do Campus. A proposta do evento é trazer a sociedade para discussões que são pertinentes à sua rotina. “Nós temos realizado ele todos os anos pensando nas questões que são discutidas dentro daquele ano; como acontece em novembro, então nós vemos o que se discute ao longo de todo o ano e aí esses temas são levantados e nós tentamos montar as atividades, as mesas, as palestras” declara Maria Teresa, 56, organizadora do evento e professora do Departamento de fisiologia.

Na edição deste ano, o evento que irá acontecer no anfiteatro das Aves, abordará, através de palestras e mesas-redondas, o momento atual da educação brasileira, a relação entre o mundo digital e o bem-estar da sociedade, a identidade de gênero, o efeito da empatia e da resiliência em nosso comportamento, a representatividade feminina na política nacional, as mudanças ambientais e a saúde da população.

O que é “Meu corpo fala, mas será que entendo?”?

O evento foi desenvolvido em 2014, tendo como base o projeto que tem o mesmo título da jornada. A idealizadora do grupo de extensão, que trabalhou com reprodução humana e animal durante a graduação, teve a decisão de levar um pouco do seu conhecimento para o público adolescente das escolas, trabalhando temas relacionados à puberdade, adolescência e o início da vida reprodutiva.

Em consequência das dificuldades das palestras serem realizadas nas escolas, por ideia de uma aluna do curso de enfermagem da época, o projeto ganhou ramificação e se tornou a “Jornada Meu corpo fala, mas será que eu entendo?”, que de início foi criado para ser paralelo ao projeto, mas com o passar do tempo foi agregado à atividade. O programa rendeu diversos materiais didáticos, tais como o livro Temas e práticas sobre saúde, sexualidade e interação sexual, escrito pelas professoras Maria Teresa da Silva Mota e Fívia de Araújo Lopes; a revista Meu corpo fala, mas será que eu entendo?; cordéis com os variados temas abordados tanto no evento quanto no projeto em si, produzidos pelo cordelista José Acaci, com o objetivo de dinamizar ainda mais os assuntos trabalhados.

Apesar da dificuldade ainda encontrada quanto ao interesse dos alunos na participação do evento, a professora Maria Teresa destaca a satisfação em notar o aumento de participantes e a interação que há tanto de quem estuda na Universidade e em outras instituições de ensino com o evento. “Normalmente a gente consegue preencher todas as inscrições que são em torno de 110 vagas, mas do ano retrasado pra cá a gente tá vendo as pessoas participando efetivamente de todas as atividades”, ressalta.