CIENTEC 2017

Com pernas de pau, artista busca resgate ao circo na Cientec

A arte circense é uma prática cultural que adentrou no tempo. O circo encanta milhões de pessoas em todo o mundo, desde que se estabeleceu no século XVIII. E na manhã desta sexta-feira (27), último dia da 23ª Cientec, aconteceu a oficina “A perna de pau como extensão do corpo”. Ministrada pelo estudante universitário, microempreendedor e artista de circo de 29 anos, Carlos Alberto da Costa Junior, a promessa era a de reavivar o interesse do público pela prática circense, e mostrar como as pernas de pau podem ter várias outras funções.

Inserido nesse universo de espetáculo graças à projetos sociais na cidade de Areia Branca, onde cresceu, Carlos Junior teve seus primeiros contatos com a arte através do Festival de Teatro da Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e decidiu trazer sua paixão para a Cientec 2017, como uma maneira de aproximar os visitantes da cultura do circo, que de acordo com ele, tem perdido força nos últimos anos. “Eu trago essa proposta para que as pessoas além de estarem aprendendo, também voltem a ter interesse na arte circense, que é muito rica e muito importante”, conta.

Além do cunho cultural, a oficina também contou com dinâmicas que envolviam a pessoa e a relação com seu corpo. “Trabalha várias questões, a gente vai trabalhar autoconfiança, a questão do equilíbrio e a tonificação de alguns músculos do corpo”, afirma o artista.

Ele expressou também a sua intenção de criar um interesse do público no circo novamente, por acreditar que esse tipo de programa proporciona o estreitamento de laços familiares. “Hoje dificilmente encontra-se programas oferecidos diretamente para a família, o que eu acho fantástico. Antigamente existia e hoje está acabando”, lamentou.