EDUCAÇÃO

Participação e Representatividade da mulher é tema de Seminário

O Departamento de Comunicação (DECOM), da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), sediou ontem, dia 23, o Seminário “Mulher tem voz: a representatividade feminina no Audiovisual”. A programação incluiu palestra, exibição de websérie e roda de conversa. Foi uma oportunidade para refletir o papel da mulher no cenário do audiovisual e debater sobre a desigualdade de gêneros – ainda existente em frente ou por trás das câmeras.

A palestra central da noite foi dirigida por Catarina Doolan, nome de destaque no audiovisual Potiguar. Ela falou sobre a dificuldade da mulher em chegar a um espaço de liderança no mercado de trabalho. Catarina trouxe dados da Ancine (abril/2017) que apontam que das 2.583 obras de conteúdo audiovisual, registradas neste ano, apenas 17% tiveram mulheres como diretoras e 21% como roteiristas. Embora os números mostrem a dificuldade do público feminino nesse âmbito, a palestrante enfatizou o crescimento da representatividade na área.

É importante que as mulheres estejam presentes nas linhas de criação: direção, roteiro, produção”, explicou Catarina. Ela ainda falou que a participação efetiva – objetiva e direta – se dá através da representatividade. E a psicobiografia é fundamental nesse processo. 

  Após a palestra, houve a exibição de um episódio de SEPTO, uma Websérie Potiguar. Alice Carvalho, que faz parte do grupo audiovisual, relatou o modo de construção e expôs as dificuldades enfrentadas para a produção da Websérie. Antes do encerramento, o público pode interagir com os convidados em uma grande roda de conversa.

18620010_1321829164567770_543428036398395346_n.jpgO evento foi organizado pelas alunas Andressa Milanez e Deborah Cordeiro e pelos alunos Igor Estelito e Guilherme Menezes, sob a supervisão da Profa. Aline Lucena e do Prof. Ruy Rocha. Sobre a relevância do tema do Seminário, Deborah (21) explicou:

Decidimos que seria importante mostrar que no audiovisual potiguar existe representatividade feminina. Embora ainda não sejam muitas, elas produzem e atuam diretamente no mercado. Trazer esse tema para debate é uma forma de gerar reflexão e, também, de inspirar os alunos.”