TECNOLOGIA

Mulheres na Tecnologia da Informação


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O Instituto Metrópole Digital (IMD) promoveu nesta tarde, evento que reuniu profissionais atuantes no mercado da Tecnologia da Informação (TI), especificamente mulheres, para refletir sobre os campos de trabalho, áreas de maior interesse, dificuldades enfrentadas e as possibilidades de êxito daquelas que estão no campo profissional.

Para iniciar o debate, a professora Dra. Anna Gisele Ribeiro falou da sua trajetória e de como conseguiu alcançar seus objetivos na profissão. Contou das dificuldades de ser mulher em meio a dezenas de homens, alunos e colegas de curso, do machismo existente e da desconfiança e incredulidade por alguns, em sua capacidade de concluir um curso predominantemente masculino.

A professora apresentou dados referentes as primeiras turmas de engenharia e ciências da computação, onde havia uma superioridade feminina, até a década de 70 em São Paulo, refletindo que ao longos dos anos esse cenário foi sendo modificado. Segundo ela, uma das justificativas foi a divisão desde a infância dos brinquedos de meninas e meninos, no qual os homens tinham maior contato com jogos e desenvolviam maior raciocínio lógico em detrimento das mulheres. A docente também atribui as propagandas da Apple, que incentivaram apenas os meninos a utilizarem computadores , pois normalmente, era no quarto deles que se instalavam as máquinas.

Durante a fala, a pesquisadora relatou suas experiências de intercâmbio no Canadá e Estados Unidos, da sua participação em congressos, do período do doutorado no MIT e todos os contatos estabelecidos afetivos e profissionais, em seu tempo de permanência fora do Brasil.

Também abordou um aspecto importante, ao falar sobre empreendorismo e a necessidade do aprendizado do inglês para a carreira, citou suas empresas como a 247 Studio, Cloudia e projeto Olhos do Xingu.

Na tarde, também foram convidadas a professora Tainá Jesus Medeiros que discutiu a participação das mulheres no universo dos games, apresentando projeto Meninas também Jogam, auxiliando no processo de empoderamento das mulheres que atuam no mercado dos jogos.

Além das docentes, contribuíram com o debate a estudante de graduação de ciências da computação Soraya Roberta, com seu projeto Poesia Compilada, onde seu objetivo é traduzir em códigos algoritmos as poesias criadas por ela.

Ao final as pesquisadoras foram indagadas sobre a escolha das aŕeas de atuação, melhor condição de mercado, pelos presentes, principalmente pelas mulheres que sofrem para serem selecionadas pelo mercado. Ambas concordam que o ponto principal é a união entre elas e optar pelo que gostam de fazer, não apenas por estabilidade ou algo similar. O mais importante é a identificação com o trabalho, independente da área de atuação.