SAÚDE

No dia mundial da saude, a OMS acende o debate sobre a depressao

“Let’s Talk” (“Vamos Conversar”, em português) é a campanha da Organização Mundial de Saúde para motivar a discussão e o debate sobre a depressão. O dia escolhido propositalmente nesta sexta feira, 07, Dia Mundial da Saúde, reflete o apelo para que se olhe com mais atenção para esse transtorno bastante estigmatizado e repleto de preconceitos.

Motivada pela data e atenta a essa necessidade, a Diretoria de Atenção à Saúde do Servidor (DAS) da UFRN realizou uma roda de conversa sobre transtorno mental. Denominado “Vamos falar sobre depressão” , o evento aconteceu esta manhã no auditório do DAS.

Você provavelmente já teve vontade de não levantar da cama, sentiu dificuldade ao ler um texto, brigou com alguém e já se percebeu mudando de humor rapidamente.

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Segundo a psicóloga e coordenadora da ação, Anuska Irene de Alencar, o alerta deve ser ligado quando essas situações deixarem de ser pontuais para se tornarem habituais. Durante a conversa, os participantes puderam expor relatos pessoais e questionamentos envolvendo a saúde mental.

Apesar de muito conhecida, a doença é cercada por dúvidas e negligências. A depressão está relacionada às perturbações e alterações do humor e do afeto e, além de estar associada a uma questão de saúde, pode gerar bastante sofrimento nos ambientes de relação do indivíduo como no trabalho, espaço familiar e escolar. Ela pode ser caracterizada como leve, moderada ou grave, dependendo da intensidade dos seguintes sintomas: redução de energia e atividades, perda de interesse, diminuição da capacidade de concentração, problemas de sono, alteração da capacidade de experimentar o prazer e até perda de apetite.

A preocupação da OMS em discutir esse tema está relacionada à crescente quantidade de pessoas que são acometidas pela doença. De acordo com a própria organização, até 2020 a depressão será a maior causa de afastamento do trabalho do mundo.

A campanha enfatiza que com os cuidados adequados e acompanhamento profissional, os indivíduos que têm esse problema podem levar uma vida normal. Para isso, é preciso romper com o preconceito e não ter vergonha de pedir ajuda.