CIÊNCIA

Desmistificando a negatividade da UTI

Profissionais do Hospital Universitário Onofre Lopes (HUOL) trouxeram  a realidade do cotidiano de uma Unidade de Terapia intensiva (UTI)  para o público da 22ª Cientec. Tentando desconstruir a imagem negativa que o nome UTI traz, a coordenadora da Residência Multiprofissional em Cardiologia da unidade, Neyse Patrícia Mendes, explica  melhor como tudo funciona.

Por meio de uma equipe de profissionais qualificados e também com o auxílio de aparelhos com tecnologia de ponta, o trabalho da UTI visa prevenir o paciente da morte. "Há pacientes que fazem grandes cirurgias, como exemplo a cirurgia bariátrica, que é a redução de estômago, nesses casos destes tipos de cirurgia,  não será necessário o paciente ir para UTI, pois não está correndo risco de vida. Mas se tiver pacientes que precisam de acompanhamentos de alteração no coração, e problemas de respiração, muito deles vão para UTI para serem monitorizados", explicou a coordenadora, detalhando também que a unidade de terapia intensiva busca ampliar o acompanhamento na sua saúde e  melhora do paciente.

De acordo com Neyse Mendes, se houver alguma alteração, a UTI tem tanto suporte tecnológico, como profissional durante 24 horas. "Um paciente que fez uma angioplastia, teoricamente ele desobstruiu a (artéria) coronária dele, mas ele precisa de um monitoramento (para garantir) que vai ocorrer tudo bem. São casos assim que a UTI serve não para morrer, mas sim para evitar a morte. A mortalidade hoje em dia na terapia intensiva, mudou bastante com o cuidado intensivo dos profissionais".

A tutora contou que hoje, com a redução do número de leitos de UTI, o paciente idoso está perdendo espaço nas unidades de  terapia intensiva. "Em um caso onde há um paciente mais jovem que sofreu um acidente e  precisa de um leito, a prioridade será dele, pois o quadro dele é mais grave. O objetivo da unidade de terapia intensiva é atender pacientes graves, para reverter essa gravidade".