DEBATES

Natália Bonavides defende mandato participativo na CMN

“Minha militância política começou aqui na UFRN, fui do CAAC (Centro Acadêmico Amaro Cavalcanti, do curso de Direito), participei de projetos de extensão, do ‘Fora Micarla’, na Câmara dos Vereadores, e é importante estar agora lá participando de uma forma diferente”. A fala é de Natália Bonavides, primeira mulher eleita pelo Partido dos Trabalhadores (PT) para o Legislativo em Natal. A futura parlamentar retornou à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, onde se formou em Direito, para visitar a 22ª Cientec, que acontece na praça cívica do campus.

Natália sempre esteve envolvida em movimentos estudantis e populares. A futura parlamentar participou ontem (20) da Feirinha da Reforma Agrária e conversou com a turma nordestina do curso de Ciências Sociais da Terra do Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera). Hoje (21), em conversa com a equipe da Agência Fotec, ela demonstrou ficar feliz em ver jovens que continuam lutando por seus direitos. Contudo, ela também lamentou que vários grupos ainda não sejam representados na política brasileira.

“Mulheres e jovens são parte desse grupo. A questão da representatividade é importante: quando lançamos a campanha, tínhamos como questão debates coletivos, movimentos sociais e populares, de modo a construir algo em conjunto”, explicou a futura parlamentar. 

De acordo com Natália, sua campanha política baseou-se no planejamento participativo, incentivando as pessoas ao debate. “Vamos realizar uma série de debates, que será parte do planejamento participativo do mandato”, comentou. 

Neste final de semana, Natália estará na Vila de Ponta Negra, na Zona Sul de Natal, onde fará uma plenária para avaliação de sua campanha e de seu futuro mandato na Câmara Municipal de Natal (CMN). “Algumas pautas serão principais como direito das mulheres, direitos humanos e a questão da educação erradicação do analfabetismo. [...] Sabemos que a ausência de uma reforma política profunda no sistema eleitoral causa muitas mudanças na democracia”, afirmou.