EDUCAÇÃO

Educação popular integra universitários com comunidade

Às vezes a universidade vai além das paredes das salas de aula. Um exemplo é o Motyrum, um projeto de extensão, que busca a troca de conhecimentos entre os discentes e a população da cidade. Nesta 22ª Cientec, os alunos apresentam o seu trabalho, que é realizado em várias frentes de atuação.

O Motyrum é um projeto de educação popular e direitos humanos que trabalha em quatro frentes: o trabalho com a população carcerária; o núcleo infanto-juvenil, que acompanha jovens em conflito com a lei no Ceduc; o núcleo urbano da comunidade do Jacó e o escritório popular, que auxilia a população com demandas jurídicas.

“Nosso programa usa o método que foi criado por Paulo Freire, que é diferente do método tradicional de educação. É um método centrado na construção do conhecimento em comum, onde todos que estão dentro dessa relação são valorizados. Então as pessoas participam, entram no debate. Onde atuamos não temos a missão de levar conhecimento, pelo contrário, temos uma missão de proporcionar a criação e construção dele”, comenta Raul Rodrigues, estudante do curso de Direito da UFRN e membro do Motyrum.

Estudantes de Direito, Psicologia, Ciências Sociais, Comunicação, entre outros cursos, constroem a multidisciplinaridade da iniciativa.

O estande, que se encontra no pavilhão da integração, está ornamentado com fotos feitas na comunidade do Jacó, Zona Leste de Natal, e com materiais produzidos pelas crianças do CEDUC e pelas mulheres da penitenciaria feminina João Chaves, para que os visitantes conheçam tanto o projeto como seus frutos.