CIÊNCIA

Empresa cria equipamento para reaproveitar resíduos alimentícios

O Restaurante Universitário (RU) recebe diariamente centenas de estudantes nos horários do almoço e do jantar. Por mês, o estabelecimento desperdiça cerca de duas toneladas de comida. Como alternativa para esse modo de produção e consumo pouco sustentável, a empresa júnior Núcleo de Tecnologia em Engenharia Química (NuTEQ), vinculada ao departamento homônimo, lançou um protótipo de biodigestor a fim de aproveitar os resíduos alimentícios para produzir biogás e gerar energia.

A ideia tem sido amadurecida desde o início do ano e a proposta é apresentada pelos consultores de projetos da empresa júnior no estande 86 do pavilhão 3 na Cientec. O funcionamento do biodigestor se dá através da “matéria orgânica residual que é colocada dentro de uma bombona e durante um período vai gerar gás por ação de fermentação. Um dos gases que pode ser produzido é o gás metano, que armazenado no botijão pode ser usado como gás de cozinha”, é o que explica o estudante de Engenharia Química, Igor Barbosa.

A inovação une três vertentes da Engenharia: a de Alimentos, com os resíduos de comida; Química, a partir do processo de fermentação no biodigestor; e Ambiental, pela produção de energia renovável. O processo é de baixo custo e o resultado da produção de gás pode ser obtido entre 20 e 30 dias com a utilização de 100 litros de alimentos que seriam desperdiçados.

“Ainda não há previsão para a aplicação do projeto na UFRN”, explica Igor, contudo, a proposta já apresenta resultados positivos em larga escala no estado do Paraná, que utiliza o biodigestor para produzir e revender gás e energia. A princípio, a ideia além de contribuir para o meio ambiente ao evitar o desperdício de comida, também atuaria na produção de energia renovável para abastecimento do próprio RU.